MPAOLIELLO • REGULARIZAÇÃO DE OBRAS NA RECEITA FEDERAL

Redução do INSS da Obra

Análise técnica do SERO antes de concluir a aferição da construção

Um valor elevado na simulação não significa, por si só, que aquele será o valor definitivo. Antes de concluir a aferição, é importante verificar datas, créditos de mão de obra, características da construção e demais informações que podem influenciar o cálculo.

Redução somente quando houver fundamento técnico e legal
O VALOR DO SERO FICOU ALTO?

Não conclua a aferição sem revisar os dados

A análise prévia pode identificar informações que devem ser corrigidas ou consideradas antes da transmissão da DCTFWeb da obra.

períodos alcançados pela decadência;
créditos de mão de obra vinculados à obra;
áreas sujeitas a tratamento diferenciado;
dados do CNO, datas, área e características da construção.
Analisar antes de concluir
SERO Revisão antes da conclusão da aferição
Créditos eSocial, GFIP e outros créditos admitidos
Decadência Análise dos períodos da construção
CND / CPEN Regularização até a certidão da obra
ANÁLISE TÉCNICA DO CÁLCULO

Reduzir legalmente não significa negociar um “desconto”

O valor das contribuições da obra é calculado a partir das informações cadastradas e declaradas. A redução ocorre quando a legislação e a documentação permitem que determinados fatores sejam corretamente reconhecidos no cálculo.

Por isso, nosso trabalho começa pela conferência do CNO, do período da obra, da documentação disponível e dos créditos que possam estar vinculados à construção.

Sem promessa de percentual

Não existe um percentual padrão de redução aplicável a todas as obras. O resultado depende das características do imóvel, do período da construção, das declarações existentes e dos documentos que possam ser utilizados no processo.

O QUE PODE INFLUENCIAR O RESULTADO

Pontos que merecem ser verificados antes de concluir o SERO

Nem todos se aplicam a todas as obras. A análise precisa ser individual.

01

Decadência

Períodos da construção que já estejam alcançados pela decadência deixam de compor a cobrança das contribuições correspondentes, observadas as regras e a comprovação das datas.

02

Créditos de mão de obra

Remunerações declaradas em eSocial ou GFIP e vinculadas corretamente à obra podem ser consideradas pelo SERO para abatimento da remuneração apurada, conforme as regras aplicáveis.

03

Áreas complementares

Certas áreas complementares, quando corretamente informadas no CNO, recebem tratamento específico no cálculo do SERO, como determinadas áreas cobertas e descobertas.

04

Materiais e sistemas específicos

Em situações previstas pelo SERO, determinados insumos industrializados ou componentes pré-moldados e pré-fabricados podem influenciar a aferição quando atendidos os requisitos documentais.

05

Datas e período da obra

Data de início, conclusão, paralisações e retomadas podem influenciar o período considerado na aferição e precisam estar coerentes com os documentos disponíveis.

06

Dados cadastrais da construção

Área, destinação, categoria, tipo de obra e demais informações precisam representar corretamente a construção que está sendo aferida.

OBRAS ANTIGAS

A data da obra pode ser decisiva

A Receita Federal aplica automaticamente no SERO o reconhecimento dos períodos alcançados pela decadência. Em uma obra totalmente antiga, o efeito pode ser muito diferente de uma construção que possua parte decadente e parte ainda não decadente.

Para utilizar corretamente esse tratamento, as datas precisam ser compatíveis com a realidade e podem precisar ser comprovadas por documentos contemporâneos à construção.

Documentos que podem ajudar a comprovar o período
alvará e documentos municipais;
Habite-se ou Certificado de Conclusão;
notas fiscais contemporâneas à obra;
comprovantes de água, energia ou outros documentos admitidos;
demais provas vinculadas inequivocamente à construção.
MÃO DE OBRA JÁ DECLARADA

Créditos existentes podem evitar cobrança em duplicidade

Quando empregados, prestadores ou contribuintes individuais foram corretamente declarados e vinculados à obra, essas remunerações podem ser aproveitadas pelo SERO nas condições previstas.

Em muitos casos, o problema não é a inexistência da informação, mas a ausência de vínculo correto com o CNO ou inconsistências nas declarações de origem.

Pontos que analisamos
eSocial vinculado ao CNO da obra;
GFIPs de períodos anteriores, quando aplicáveis;
prestadores de serviço e vínculos existentes;
contribuintes individuais e MEI, quando cabível;
competências compreendidas no período da aferição.
CARACTERÍSTICAS DA CONSTRUÇÃO

Nem toda área é tratada da mesma forma pelo SERO

A classificação correta das áreas pode influenciar diretamente a remuneração de mão de obra estimada pelo sistema.

ÁREAS COMPLEMENTARES COBERTAS

Redução prevista no cálculo

Determinadas áreas complementares cobertas, quando enquadradas corretamente, recebem redução específica da área considerada pelo SERO.

ÁREAS COMPLEMENTARES DESCOBERTAS

Tratamento ainda mais reduzido

Algumas áreas complementares descobertas também possuem tratamento próprio, desde que informadas corretamente no cadastro da obra.

Exemplos previstos pela Receita Federal incluem determinadas piscinas, quadras, garagens e estacionamentos térreos, conforme as condições aplicáveis.
CUIDADO COM ATALHOS

Nem toda despesa da obra vira crédito no SERO

Recibos, notas fiscais de materiais ou pagamentos realizados durante a construção não geram, automaticamente, abatimento no cálculo previdenciário.

Cada informação precisa se enquadrar nas hipóteses previstas pelo sistema e estar acompanhada da documentação necessária. Por isso, evitamos prometer redução antes de analisar o conjunto do caso.

Evite concluir a aferição apenas para “ver o valor”

O SERO permite simular e revisar os dados antes da conclusão. Depois da transmissão, eventuais correções podem exigir retificação e, se já houver certidão emitida, procedimentos adicionais.

COMO TRABALHAMOS

Primeiro analisamos. Depois concluímos a aferição

O objetivo é chegar ao valor correto com base na documentação e nas regras aplicáveis àquela obra.

1

Documentos

Recebemos CNO, documentos municipais, datas e informações da execução.

2

Diagnóstico

Conferimos cadastro, período, área, créditos e demais variáveis relevantes.

3

Simulação

Avaliamos o impacto das informações que podem ser legalmente consideradas.

4

Correções

Quando necessário, ajustamos as informações na origem antes da aferição final.

5

SERO

A aferição é concluída somente após a conferência do cenário final.

6

Certidão

Após a regularização fiscal, seguimos para CND ou CPEN, conforme o caso.

PARA COMEÇAR A ANÁLISE

Quais documentos podem ser necessários?

O conjunto varia de acordo com a obra. Quanto melhor o histórico documental, mais precisa tende a ser a análise.

CNO ou antiga matrícula CEI;
alvará, Habite-se, Certificado de Conclusão ou Regularização;
planta e documentos que comprovem a metragem;
documentos que comprovem início e término da construção;
eSocial, GFIP e informações de mão de obra, quando existentes;
notas e documentos específicos que possam ser relevantes à aferição.
REGULARIZAÇÃO COMPLETA

Reduzir corretamente o cálculo é apenas uma etapa

Depois da análise e da aferição, a obra ainda precisa ter sua situação fiscal regularizada para permitir a emissão da certidão e, quando necessário, a averbação no Registro de Imóveis.

Etapa 1 CNO

Cadastro correto da obra e de suas características.

Etapa 2 Análise e SERO

Revisão dos dados e conclusão da aferição.

Etapa 3 DCTFWeb

Consolidação do débito efetivamente apurado.

Etapa 4 CND / CPEN

Certidão da obra após a regularização fiscal.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre redução do INSS da obra

Toda obra consegue reduzir o valor calculado?

Não. A redução depende da existência de elementos técnicos e legais que efetivamente alterem o cálculo. Em alguns casos, após a análise, o valor inicialmente simulado pode estar correto.

Uma obra antiga pode ter o valor zerado?

Se todo o período da construção estiver alcançado pela decadência e as datas forem reconhecidas no processo, pode não haver contribuição previdenciária a exigir sobre aquele período. Obras parcialmente decadentes podem ter cálculo proporcional para a parte ainda não decadente.

Recibos de pedreiro ou empreiteiro reduzem automaticamente o SERO?

Não. O simples recibo de pagamento não gera automaticamente crédito no SERO. É necessário verificar como a mão de obra foi contratada, declarada e vinculada à obra, além da documentação correspondente.

Notas fiscais de material reduzem o INSS da obra?

Notas de materiais comuns não devem ser tratadas como abatimento automático. O SERO prevê tratamentos específicos para determinadas situações e materiais, que precisam ser analisados individualmente.

Já concluí o SERO. Ainda é possível corrigir?

Em determinadas situações a aferição pode ser retificada. Se já houver certidão emitida, pode ser necessário solicitar sua anulação antes da correção. O procedimento depende do estágio do processo.

Quanto minha obra pode economizar?

Não é possível definir um percentual responsável antes de analisar a obra. A economia depende das datas, créditos, área, características construtivas e documentação disponível.

ANTES DE PAGAR, ANALISE

Recebeu um valor alto para regularizar a obra?

Envie o CNO, os documentos disponíveis e, se já houver, a simulação do SERO. A Mpaoliello avaliará se existem elementos técnicos e legais que possam alterar o cálculo antes da conclusão da aferição.